os últimos detritos da civilização
quando os últimos fogos consumirem
os últimos registros da população
quando o último clarão da aurora
anunciar a luz do último dia
meu último desejo será
me desintegrar em sua companhia.
Será tocar teu rosto à sombra
dos enormes cogumelos de fumaça
contar contigo as últimas
horas de vida de nossa raça
dançar contigo ao som
da cacofonia da última guerra
recomeçar nossas vidas no instante
do fim de toda vida na terra.
E quando o calor de quinhentos sóis
me derreter sem resquício algum,
que eu me dissolva ao seu lado
e nós dois viremos um.