Para Pâmela Oliveira
Teus lábios são o sepulcro
onde minha solidão se enterra,
teus braços são o leito
que a vida, a mim, reserva.
Como em noites de angústia,
a esperança, pela estrada, a ser jogada,
eu te espero, como quem espera
o último trem da madrugada.
Quando teimosos, teus lábios, insistem em esconder-se
à quilômetros e quilômetros de distância,
a, outrora morta, solidão,
retorna seu reinado, de dor e ânsia.
Quando acabar-se, enfim, a espera
pela tua tão estimada chegada,
no teu beijo embarcarei, como quem embarca
no último trem da madrugada.
sábado, 10 de dezembro de 2016
sábado, 3 de dezembro de 2016
Escandalosa
Para Pâmela Oliveira
Não há cabelo liso que eu ame mais do que teus cachos,
não há pele branca mais bela que teu bronze,
não há lábios que eu queira beijar mais que os teus.
Não há olhos azuis mais profundos que os teus castanhos,
não há pernas que percorram mais a minha mente,
não há voz que mais me esquente o coração.
Não há remédios que me curem a saudade,
não há distância que me reduza a vontade,
não há risada quieta mais bela
que a tua,
escandalosa.
Não há cabelo liso que eu ame mais do que teus cachos,
não há pele branca mais bela que teu bronze,
não há lábios que eu queira beijar mais que os teus.
Não há olhos azuis mais profundos que os teus castanhos,
não há pernas que percorram mais a minha mente,
não há voz que mais me esquente o coração.
Não há remédios que me curem a saudade,
não há distância que me reduza a vontade,
não há risada quieta mais bela
que a tua,
escandalosa.
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