Para Pâmela Oliveira
Teus lábios são o sepulcro
onde minha solidão se enterra,
teus braços são o leito
que a vida, a mim, reserva.
Como em noites de angústia,
a esperança, pela estrada, a ser jogada,
eu te espero, como quem espera
o último trem da madrugada.
Quando teimosos, teus lábios, insistem em esconder-se
à quilômetros e quilômetros de distância,
a, outrora morta, solidão,
retorna seu reinado, de dor e ânsia.
Quando acabar-se, enfim, a espera
pela tua tão estimada chegada,
no teu beijo embarcarei, como quem embarca
no último trem da madrugada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário