Passarinho bicou a mariposa,
mariposa tentou voar,
passarinho bicou de novo.
Mariposa desesperou-se,
suplicou por piedade,
passarinho não concedeu.
Mariposa tentou voar,
passarinho fechou o bico.
Passarinho voou-se embora,
de mariposa na boca.
Talvez passarinho tenha prole
para alimentar,
talvez apenas goste
do sabor de mariposa.
A mariposa agora é morta,
passarinho a devorou.
Passarinho encheu o papo,
a sua moela triturou a mariposa
que, eventualmente,
sairá pela cloaca.
Que Deus tenha piedade
da pobre mariposa
que cumpriu seu papel
na cadeia alimentar.
O passarinho será poupado,
ele não pode ser culpado.
Afinal,
ele está apenas sendo passarinho.
Deus criou-lhe assim.
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