terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Soneto da Espera

Eu aguardo com primor o tenro dia
que encontra a vida minha a tua;
e não preciso mais que a luz da lua
a luzir no céu da noite que seguia.

Quero ouvir a cada palavra crua
despertar da doce voz que as diria;
e lá dar-te minha mão que tocaria
a juventude de tua fronte nua.

E que eu possa deitar-te em meu peito
a beijar-te com cobiça e desejo,
amar-te com luxúria em meu leito.

E quando teu olhar brilhar num lampejo,
estarei lá para sentir o efeito;
por ora, apenas sonho e almejo.

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