não indaga se teu sangue ainda ferve.
É filha dos Andes, neta do bronze, irmã da lua.
É o ouro que reluz, teus olhos à espreita
caçadora noturna que fareja o rastro do meu sangue na neve.
Orelhas aguçadas de pantera americana
ouvem meus tropeços
vi teus olhos, pantera, brilharem na noite.
Vi teus lábios de suçuarana, triste felina.
Vi tal fera que sofria o frio de junho,
mas não sofre a noite quem tem a lua por irmã.
Eu não te disse, pantera, mas sou gato noturno também
e fui teu sincero amante àquela lua.
Te vi, suçuarana, e você também me viu.
Vi teus olhos, pantera, brilharem na noite
vi teu lábio tal, a mais triste felina.
Não disse palavra.