terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Quadrilha

Beleza mundana
me lembra Giovanna 
e os horríveis poemas 
que lhe dediquei.

Nos confins da memória 
encontro em Victoria 
os primeiros lábios 
que em vida eu toquei.

Em tardes sem fim
treinei com Yasmin 
a milenar arte
do amor corporal.

Com paixão omissa
mostrei à Larissa 
e com crueldade
o amor desigual.

A figura franzina 
de Janayna
em um dia de frio
me proveu calor.

E a face amarela 
de Rafaela 
me ensinou a fazer
o amor sem amor.

Mas há um problema
bem neste poema:
não posso incluir 
a minha amada.

Com ardor eu proclamo 
que muito a amo
mas o seu nome
não rima com nada.