Beleza mundana
me lembra Giovanna
e os horríveis poemas
que lhe dediquei.
Nos confins da memória
encontro em Victoria
os primeiros lábios
que em vida eu toquei.
Em tardes sem fim
treinei com Yasmin
a milenar arte
do amor corporal.
Com paixão omissa
mostrei à Larissa
e com crueldade
o amor desigual.
A figura franzina
de Janayna
em um dia de frio
me proveu calor.
E a face amarela
de Rafaela
me ensinou a fazer
o amor sem amor.
Mas há um problema
bem neste poema:
não posso incluir
a minha amada.
Com ardor eu proclamo
que muito a amo
mas o seu nome
não rima com nada.
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