Cara desconhecida,
a você eu dedicaria
toda a vã inspiração de minha poesia;
a você eu daria os pensamentos,
meus pesares e descontentamentos,
se ao menos o seu nome eu soubesse.
Cara morena dos cabelos curtos,
teu olhar é desdenhoso e teu andar é dolorido,
mas eu te desejaria,
eu te quereria,
se eu pudesse.
Minha cara idealização,
sei que não sou mais que um galho quebrado
em teu caminho de pedras;
não sou mais que a folha
que, ocasionalmente,
passeia em teus cabelos.
É você quem faz esta poesia sem ritmo
e sem rimas,
como as batidas de meu coração
quando você passa.
Você, que talvez contentaria
meu ser eterno descontente,
você, que talvez me inspiraria
a escrever algo decente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário