Oxum, banhada a ouro
batia tambor, batia atabaque
brilhava de jóias, brilhava de olhos
vestida de branco, banhada de ouro,
que linda, Oxum.
Não a rainha dos rios
e mãe das cachoeiras
do panteão da umbanda.
Minha Oxum é menina pálida
de cabelos cróceos e olhos fluviais
deusa-moça de pureza
que batuca, canta e gira
no romper da madrugada.
Eu vi Oxum mas Oxum não me viu,
não sou espírito digno de grandeza.
Em sua pureza, coberta de ouro, ela cantava
e não vi outro rosto senão aquele,
e não ouvi outra voz senão aquela,
e outro pensamento não me permeava senão aquele:
que linda, Oxum.
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