Sofre o homem da saudade ingrata
da terra, da pátria, da mulher amada
da infância querida, da mãe falecida
o veneno rijo do tempo não traz,
apenas leva.
Sofre o homem da doença impiedosa
da gripe, do câncer, da pneumonia
cirrose, linfoma e anemia
e o que não mata traz a dor
da existência contínua.
Sofre o homem da dor ininterupta
da cabeça aos pés às pernas
de ser, de estar, de ter
e de não ter.
Dor de amor, dor de alma, dor de dente
dor por dor, é tudo o mesmo.
O que não sofre o homem
já sofreu ou ainda sofrerá.
Todo homem tem saudade,
todo homem dói,
todo homem é doente.
O mundo sofre o homem
e o homem sofre o mundo.
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