Para Matheus Camargo
Ela passou, passa, e passando, passará;
e quando ela passa,
não há veia em meu corpo
que não se dilate em desespero.
Quando ela passa em passos de concreto,
minhas paredes racham,
minhas colunas desabam,
minhas estruturas bambas
desfazem-se à pó.
Minha paixão silenciosa
vai, sem precisar dizer nada.
Já disse, diz, e dizendo, dirá,
que não disse nada.
Não há olhos vivos que não vejam
como meus olhos vivos doem-se
em vê-la,
quando ela passa.
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