Para Pâmela Oliveira
Meu amor eu lhe cantaria,
e lhe cantaria o mundo inteiro;
proclamaria-lhe sobre um palco,
atuaria-lhe em mil teatros,
pintaria-lhe mil quadros,
escreveria-lhe mil sonetos.
Não cansaria de anunciá-lo
em toda língua ou dialeto
que eu souber pronunciar.
Não o limitaria à gramática;
meu amor seria verbo transitivo, intransitivo,
seria adjetivo, advérbio ou adjunto,
seria substantivo abstrato.
E ao cantá-lo,
não o limitaria à forma, métrica ou rima.
Não lhe podaria as asas
para encaixar-lhe em poesia artificial,
não o moldaria a formatos irreais
para se passar por perfeição.
Não haveria acordes o suficiente
em toda a escala musical
que compusessem sinfonia
para dançar à sua voz.
Traria-lhe todos os cantos
do Brasil e do mundo;
faria-lhe rainha da Espanha,
faria-lhe minha virgem dos lábios de mel:
minha Iracema,
faria-lhe minha garota de Ipanema.
Tomaria o sol para dançar tango,
e do céu faria passarela,
de todo o espaço faria espelho,
da galáxia faria pista de dança
para que todos os planetas dançassem
ao som de sua risada.
E subiria às alturas,
e com todo o meu ser,
com toda a minha voz,
com todo o ar de meus pulmões
e por toda a minha vida,
eu diria:
eu te amo.
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