Minha alma se senta à sombra,
à sombra se senta minha alma;
repousada sobre a grama,
sob a sombra da árvore velha,
repousa a minha alma.
Ao som do vento divagante,
folhas e galhos despencam do alto,
do alto da árvore que dá sombra,
que me dá morada sobre a grama,
voam as folhas que da grama tiram o verde,
a cobri-la de marrom.
Marrom do tronco que se entronca
e se entorta à minha frente.
O silêncio e a paz lhes é roubado
pelos pueris berros das crianças
em uníssono uniforme
e como as árvores, elas crescem
dando seus cumes ao sol.
E minha alma, ainda à sombra,
contempla o mosaico irregular
de folhas e galhos e árvores e crianças;
com pés parados e cabelos ao vento
repousa minha alma sobre a grama.
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