Para Larissa Destri
Minha mão não desenha, apenas escreve;
então te escrevo novamente:
meu ofício apenas te descreve,
mas não representa fielmente.
Minha caligrafia arrojada
não faz justiça à tua grandeza;
melhor seria se pintada
e exibida com realeza.
Ou ainda, te esculpiria o corpo cândido
no mais branco mármore que encontrasse,
te moldaria com meu martelo râncido
para que o mundo todo admirasse.
E faria o mundo tomar conhecimento
da musa que habita em meu sistema;
mas como não tenho tanto talento,
eu te escrevo outro poema.
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