Mudam-se os tempos,
mudam-se os ventos,
mudam-se os caminhos,
retiram-se os espinhos,
inovam-se os inventos.
Mudam-se os temores,
reescrevem-se os amores,
reformam-se as religiões,
reescrevem-se as canções,
curam-se as dores.
Muda-se o pensar,
muda-se o amar,
passam-se os verões,
mudam-se as gerações,
renova-se o ar.
Muda-se a vida,
reencontra-se a esperança perdida,
realizam-se os planos,
passam-se os anos,
levanta-se a felicidade caída.
Partem-se os corações,
chovem as monções,
nascem as crianças,
dançam-se as danças,
trovejam-se os trovões.
Escrevem-se as histórias,
revivem-se as memórias,
batem-se as asas,
queimam-se as brasas,
crescem as rosas.
Retorna a emoção,
relembra-se a paixão,
constroem-se os lares,
brilham-se os olhares,
carrega-se o caixão.
Desabrocham as flores,
perdem-se os amores,
desfaz-se a plenitude,
envelhece a juventude,
superam-se os temores.
Desmentem-se as verdades,
mudam-se as vontades,
vestem-se os fardos,
secam-se os lagos,
envelhecem as novidades.
Esfria-se o coração,
enfraquece a respiração,
acaba-se a sorte,
aproxima-se a morte,
enterra-se o caixão.
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