sexta-feira, 25 de novembro de 2016

De Pé

Deveria eu prosseguir com esperança
que esta caverna escura, solitária e úmida
possui alguma saída?

Devo permanecer otimista
que algum dia encontrarei alguma coisa
neste mar profundo, verde e sujo?

Sim, eu devo.
Toda caverna tem sua saída,
todo mar acaba em sua praia.

E cabe a mim, e somente a mim,
ser a luz que me guiará,
ser o navio que me salvará.

E cabe a mim, somente a mim,
manter-me em pé.

Que venha o maior desmoronamento,
que venha a maior tempestade,
que venha o que vier!
Hei de vos receber com um sorriso,
de braços abertos,
e continuarei de pé!

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