sexta-feira, 25 de novembro de 2016

L'Aube

A madrugada é minha, é sua;
é dos que amam,
e dos que sofrem por amor.

A madrugada é dos guardas noturnos,
é dos bêbados vagabundos,
dos escritores frustados,
dos maridos infiéis,
dos poetas,
e das prostitutas.

A madrugada é dos drogados,
é dos músicos famintos,
dos mendigos,
dos indigentes,
e dos ladrões.

A madrugada é sua,
a minha madrugada é sua,
meus poemas são seus,
eu sou seu.

A madrugada é minha;
afinal,
a madrugada é dos que amam
e dos que sofrem de amor.

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