Deixe-me ser tuas botas,
e carregar teus pés.
Deixe-me ser tua cafeteira,
e servir-te o café.
Deixe-me ser teu aquecedor,
e amparar-te do frio.
Deixe-me ser teu termômetro,
quando te sentires febril.
Deixe-me ser teu aspirador,
e respirar tua poeira.
Deixe-me ser teu cão,
preso na coleira.
Deixe-me ser teu despertador,
e ver-te despertar.
Deixe-me ser teu pincel,
e teu rosto maquiar.
Deixe-me ser teu terço,
com que dormes sobre o peito.
Deixe-me ser teu cobertor,
e cobrir-te ao leito.
Deixe-me ser teu pente,
e percorrer teu cabelo.
Deixa-me ser o anel de cristal,
que tratas com zelo.
Deixe-me ser teu sol,
e secar tuas roupas ao varal.
Deixe-me ser a cura,
para a tua doença mortal.
Deixe-me ser teu guarda-chuva,
e por ti me molhar.
Deixa-me ser a tua mesa,
e servir-te o jantar.
Deixe-me ser tua toalha,
e percorrer teu corpo.
Deixe-me ser teu escudo,
e por ti ser morto.
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