Quando as antes verdes folhas
põe-se a avermelhar,
e
quando caírem dos galhos.
Quando as antes brancas nuvens
se acinzentarem,
e a chuva pôr-se a cair.
Quando nus, teus braços,
segurarem ninguém além de ti,
quando estiveres nua e com frio
sozinha em tuas próprias mãos.
Ainda que estejas tão só,
estarás no calor de meu abraço.
Disperses teu cansaço,
a correnteza do tempo levará teu passado.
Mas deites, meu amor;
fecha teus olhos,
descansa teu corpo,
ao dispor da imensa beleza tua.
E dorme, meu amor;
és tão simples, nua.
Nenhum comentário:
Postar um comentário