O maestro que rege a orquestra da vida,
o senhor que rege a direção dos ventos,
o escritor dos contos do acaso,
o tempo:
É um tecido que tece a si mesmo,
uma estrada fragmentada -
sem sentido ou direção -
faz o caos à sua vontade,
não tem misericórdia ou piedade;
carrega os anos na palma da mão.
De abraços vive com a morte,
de braços dados com o destino,
e
amor e ódio com a sorte.
É o tempo;
navio que navega sem direção -
move-se apenas para frente.
Mas quem sabe dizer
para onde vai o tempo
é, somente,
o tempo.
O tempo lava as ossadas
dos que nele se afogaram,
dos que nele pararam,
dos que se recusaram a mexer.
É um mar de constância;
as correntes, compostas de mudança.
O tempo é um livro que escreve a si mesmo,
um filme que dirige a si mesmo.
É uma história finita;
cujo fim nunca poderá ser escrito;
a
eterna consciência do perigo,
o único caminho a se seguir.
A consciência inflingente
de uma morte eminente
e do que ainda está por vir.
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